Brasil ocupa 13ª posição no ranking mundial de gamers

In Ciência e Tecnologia, Cultura, Esportes

O perfil dos jogadores tem se tornado heterogêneo, e eles já são mais de setenta e cinco milhões no país

Ana Clara Silveira

A indústria dos games tem tido um crescimento implacável nos últimos anos. Segundo aponta o Newzoo, principal fornecedor de análises para jogos e E-sports, o Brasil já lidera os países da América Latina, e é o 13ª mercado de games mais lucrativo do mundo. O avanço tem reflexos inquestionáveis na economia, devido à compra e interação com os produtos. A movimentação de milhões de reais garante que os games mantenham-se atualizados e o alcance seja crescente. Além disso, o perfil dos jogadores tem se tornado heterogêneo – ambos os gêneros dividem o cenário de maneira equilibrada com idades e outras características variáveis –, e o número já supera a marca de setenta e cinco milhões no país.

Esse fenômeno pode ser esclarecido por vários fatores. O engenheiro da computação Tássio Caique explica que o serviço de internet com maior banda “é um aspecto, pois a rede de melhor qualidade abre uma gama de opções para desenvolvedores de jogos e jogadores”. Como exemplo, cita os jogos multiplayers, em que pessoas de diversos lugares do mundo podem participar juntas.

Caique acrescenta que a democratização da computação permite que qualquer pessoa aprenda a programar e desenvolver softwares, de forma que as alternativas sejam infinitas, e, o download de novos adeptos, corriqueiro.

Dispositivos

A tecnologia contribui significativamente para que os games sejam acessíveis a públicos diferentes. A Newzoo revelou também que metade dos gamers – independente de gênero – utilizam jogos online em dispositivos móveis. Já os games de console eram menos utilizados: até 2018, homens que faziam uso do vídeo game representavam 37% dos jogadores, e, mulheres, 30%. No entanto, muitos utilizam mais de um meio para esse esporte e/ou passatempo.

Lohana Leitte é estudante de Enfermagem, e costuma utilizar o celular e vídeo game, mas, tem sua preferência. “A diferença que sinto é a agilidade no manuseio de cada um. Ainda que a qualidade seja enorme em ambos, por conta dos gráficos complexos, prefiro o console”, enfatiza.

O engenheiro Caique afirma que “os dispositivos melhoraram sua capacidade de execução, o que permite ter jogos de altíssima qualidade nas mãos”.

Perfil dos gamers

A heterogeneidade no perfil dos gamers é cada vez maior. Gênero, idade e outros aspectos não limitam a acessibilidade aos jogos. Lohana acrescenta que, “independente das características pessoais, os jogos foram feitos para divertir”.

Sendo assim, o ponto de interesse comum é o entretenimento. No entanto, a relação entre o virtual e o real tem se aproximado, e cria opiniões divergentes. Breno Vasconcelos é graduado em Sistemas de Informação, e se considera um jogador com frequência mediana. Ele enfatiza que “separa a realidade do [mundo] virtual. Os jogos funcionam como um entretenimento, e ajudam a anular os problemas reais por apenas alguns instantes”.

Seleção de jogos

A versatilidade dos jogos é um ponto fundamental. A gama de opções e formatos possibilita que, independente do perfil, os gostos particulares sejam contemplados.  O jogo compartilhado com os amigos é o primeiro critério utilizado por Endew Ribeiro. Estudante de Engenharia Química, ele afirma que “prefere games online. Além disso, […]  a comunidade importa no momento de escolher o que jogar, pois, se há grupos em redes sociais que interagem e discutem os jogos, torna-se mais interessante”. Finalmente, ele destaca que é importante manter qualidade e diversidade de modos e formatos para atrativo do público.

Resultados

O mercado dos games apresenta números surpreendentes. Vasconcelos considera que essa indústria “é maior que a do cinema, já que a movimentação financeira é absurda e há um aumento de empregabilidade inacreditável”. Ele exemplifica que jogadores profissionais de games como Control Strike ganham quantias similares a jogadores de futebol. Isso é resultado de gráficos e enredos bem elaborados, que envolvem milhares de participantes.

Por fim, Caique retoma que as projeções para o futuro dos jogos têm muita relação com a democratização da internet, melhoria e barateamento dos dispositivos. Por conta disso, o futuro se mostra promissor para essa indústria.

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