Menos é mais

In Economia, Geral

Nem muito, nem pouco; apenas o suficiente

Larissa Schimmak

De tempos em tempos algumas palavras aparecem na mídia e por um determinado tempo só se ouve falar nelas. Minimalismo é a nova palavra do momento. É um conceito que se popularizou recentemente, mas que surgiu ainda no século 20. Segundo o sociólogo Plínio Bergamo, o minimalismo é sobre ter menos coisas e se satisfazer com elas. Desse conceito, surgiram os chamados minimalistas.

Minimalistas são pessoas que cansaram do consumismo e de viver correndo atrás de coisas para sentir apenas o prazer de “ter”. Ou por terem conquistado e se contentado apenas com o básico para viver confortavelmente e puderam valorizar mais as coisas que o dinheiro não compra. “Por anos, comprar e acumular me fez muito feliz. Eu olhava para todas aquelas coisas e me vinha um senso de conquista”, conta Catarina Sincone, que pediu demissão do trabalho para viajar.

Entretanto, não se deve confundir consumo com consumismo. “Não estamos falando que para ser minimalista é errado querer ter um carro confortável, roupas bacanas ou uma casa bem decorada se essas coisas são importantes para você”, explica o sociólogo. Para ele, o problema está na importância real que esses bens materiais têm na vida das pessoas e no esforço que muitas vezes elas fazem para possuí-los.

Além de ser um estilo de vida, a moda se apropriou desse conceito e tem feito sucesso. O minimalismo na moda teve como pioneiro o espanhol Cristóbal Balenciaga, mas foi nos anos 90 que o estilista austríaco Helmut Lang fez sucesso ao apostar em uma estética mais lapidada. O estilo minimalista não quer dizer roupas simples, iguais e sem graças. A elegância cabe muito bem dentro desse conceito, pois não deriva de abundância. A ideia não é ir contra a moda, mas ter consciência de que nem tudo que é tendência hoje será nos próximos anos e que por isso não se deve virar refém dela.

As cores que predominam nesse estilo são branco, preto, cinza, azul-marinho e marrom. Cores neutras que combinam umas com as outras, podendo compor vários looks. Os acessórios também são poucos e discretos, como um relógio, por exemplo. “Na hora da compra é importante escolher peças de qualidade que possam durar bastante e que você tenha gostado muito. Desse modo, você terá poucas peças, mas serão suas roupas favoritas por bastante tempo”, recomenda a minimalista Catarina. Além de fazer a diferença no senso de realização pessoal, a economia no final do mês pode ser um fator considerável.

*Foto: https://goo.gl/Gw87of

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