SAFs: o futuro do futebol brasileiro

In Esportes, Geral

Saiba como os clubes-empresa estão impulsionando o futebol nacional e dando esperança para torcedores.

Hellen de Freitas

O novo modelo de gestão esportiva SAF, começa a ganhar espaço no futebol brasileiro. Times como Botafogo e Cruzeiro já se adequaram a esse padrão, que traz a possibilidade dos clubes se tornarem empresas com fins lucrativos. A (SAF), teve a lei de atuação aprovada em agosto (6) do ano passado, quando a mudança foi liberada.

A SAF traz esperança para clubes que inicialmente estariam precisando de uma renda maior do que a atual. Torcedores, inclusive, almejam essa transformação para que seus clubes elevem o nível e fiquem longe de uma falência futura. 

Na compra dos times, nenhum gasto foi poupado. O Botafogo, que no começo teve dificuldades de encontrar um comprador apesar do interesse pelo modelo, foi vendido para John Textor, famoso empresário norte-americano, por 410 milhões de reais.

O Cruzeiro ficou para trás no valor da compra, sendo vendido por um total de 400 milhões de reais, para o ex-jogador Ronaldo. Melissa Duarte, estudante de Publicidade e Propaganda e torcedora do Cruzeiro há anos, relata a melhora do time nos últimos jogos. “Como torcedora a mudança dá esperança de um futuro melhor para o clube”, declara.

Em entrevista para o UOL esporte, o advogado especialista esportivo, Rafael Marcondes cita os benefícios do regime da Sociedade Anônima do Futebol quando implementado.

“As vantagens da SAF provêm da sua regulamentação ser mais rígida, com diretrizes claras para os dirigentes que, como dito, vão precisar adotar práticas mais transparentes e responsáveis na sua gestão”, afirma.

Riscos da implementação

Apesar da Sociedade Anônima ser vista como uma esperança em variadas situações, ainda oferece riscos que devem ser considerados antes de concretizar a mudança nos clubes. Fernando Camargo, jornalista esportivo com passagem pela ESPN e BandSports, fala sobre as divergências que podem ocorrer entre o clube-empresa e a torcida. 

“Para o torcedor, o clube do coração é muito mais importante que a empresa em si, ele está preocupado com o seu time em campo, já os investidores podem deixar os interesses empresariais acima do que a torcida tolera”, explica. 

Camargo ressalta também que as dívidas podem ocasionar a quebra dos times se o planejamento for deixado de lado. “A gente sabe que o dinheiro no Brasil é escasso para muita coisa no futebol, quem entra na SAF pode de repente ter uma quantia maior de dinheiro, mas se de uma hora para outra não conseguir arcar com as dívidas pode levar clubes à falência.”

Futuro da SAF

As opiniões sobre o futuro desse modelo de negócio no futebol ainda são contraditórias. Contudo, a maior parte dos especialistas possui a mesma linha de pensamento. Andrei Kampf, colunista do “Lei em Campo”, declara que a SAF não significa uma certeza de sucesso futuro

O futuro do clube-empresa ainda está muito recente no país. Irlan Simões, jornalista esportivo e pesquisador de futebol, compartilha da ideia de que falta tempo para uma relação concreta e estável. “Não podemos dizer nada. O que será da relação desses investidores com o futebol local, o que será da indústria do futebol, como torcedores e membros de clubes aceitarão lidar com esse fator “dono”, isso vai levar tempo até dar um cenário mais concreto. Quem achar que pode fazer uma análise definitiva antes do sétimo, oitavo ano, vai estar cometendo injustiça ou sendo desonesto com o assunto”, ressalta.

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