A era da micromobilidade: aliando economia e sustentabilidade

In Economia, Geral

Cresce o impacto de bicicletas e patinetes elétricos nas preferências do transporte urbano.

Julia Viana

No cenário urbano em constante evolução, a busca por soluções de mobilidade mais sustentáveis ​​tem ganhado destaque, como uma alternativa eficiente de driblar problemáticas relacionadas ao trânsito das cidades grandes.

A micromobilidade, representada por bicicletas, patinetes elétricos e outros veículos similares, está se tornando uma tendência global que promove a economia financeira e a preservação do meio ambiente.

Micromobilidade em ação

Há muito tempo as bicicletas são uma escolha popular para a locomoção nas cidades. Modelos elétricos e compartilhados são comuns em muitas metrópoles, pois oferecem uma maneira eficiente e ecológica de se locomover, sem os engarrafamentos típicos do tráfego urbano. Com a assistência do motor elétrico, as colinas íngremes e as longas distâncias se tornam menos intimidantes, tornando a bicicleta uma opção atraente para mais pessoas.

Os patinetes elétricos também conquistaram seu espaço nas cidades modernas. Com sua agilidade e facilidade de uso, além do preço mais acessível, eles se tornaram uma opção para viagens curtas. Muitas empresas de compartilhamento de patinetes oferecem aplicativos que permitem localizar e desbloquear um patinete rapidamente, tornando essa também uma opção conveniente para a micromobilidade.

Uma pesquisa realizada pela Grow revela que aproximadamente 47% das pessoas optam por bicicletas como meio de transporte para o trajeto até o trabalho. Em contrapartida, o patinete elétrico emergiu como uma escolha preferencial para atividades recreativas, sendo utilizado por 40% das pessoas para momentos de lazer e diversão.

Economia financeira e sustentabilidade ambiental

A micromobilidade não é apenas uma questão de conveniência, mas também de economia e sustentabilidade, de forma que ao optar por bicicletas, patinetes e outros meios de transporte similares, os indivíduos economizam em combustível, estacionamento e manutenção de veículos particulares. Além disso, são reduzidos para a redução das emissões de carbono, tornando as cidades mais limpas e saudáveis.

Segundo Cristiane Andrade, proprietária da empresa Bro Move, a principal vantagem relatada pelas pessoas na utilização dessa forma de mobilidade é a agilidade. “A pessoa pode se locomover com facilidade, estacionar, não enfrentar trânsito. Se for um modal que pode circular em ciclovia é mais rápido ainda, porque não tem semáforo. Não tem tantas leis de trânsito. O segundo seria a economia e o terceiro ponto é a não poluição”, afirma.

Além disso, o setor de mobilidade tem vivido em um ritmo acelerado, de forma que é impulsionado pela tecnologia automotiva. Segundo o site Forbes, ao longo da última década, a indústria captou mais de US$ 400 bilhões em investimentos, sendo que cerca de US$ 100 bilhões foram atraídos desde o início de 2020.

O uso desses meios de transporte pode gerar economia em comparação com veículos movidos a combustíveis fósseis. Cristiane explica que os cerca de R$1,50 por carga de uma bateria – que podem gerar 30 km de autonomia – são bem mais baratos do que gastar com um combustível fóssil. “Isso no sentido da locomoção. Sem contar que um veículo elétrico tem menos peças, então a manutenção também é mais barata”, destaca. 

Um ponto relevante é a utilização de serviços de aluguel de bicicletas e patinetes elétricos, as pessoas economizam significativamente em comparação com os custos de propriedade e manutenção do veículo. Além disso, ajuda a reduzir o tráfego, economizando tempo e dinheiro, pois à medida que as pessoas vão aderindo esse modo alternativo de mobilidade, a perspectiva de conscientização vai mudando.

Facilidade de acesso, aluguel e compra

A acessibilidade é uma grande característica da micromobilidade. Algumas cidades oferecem serviços de aluguel de bicicletas e patinetes elétricos que podem ser facilmente obtidos ​​por meio de aplicativos de smartphone. Os usuários podem desbloquear esses veículos, utilizá-los por um determinado período e, em seguida, devolvê-los em estações específicas ou pontos de estacionamento designados. Capitais como Manaus, Belém, Fortaleza, Salvador, Goiânia, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo têm o serviço de aplicativo para utilização da micromobilidade com bicicletas, patinetes elétricos e scooters.

A micromobilidade está se tornando uma solução viável para os desafios de mobilidade urbana, promovendo a economia financeira e a preservação do planeta. Bicicletas e patinetes elétricos estão na vanguarda de uma revolução urbana, tornando as cidades inovadoras. À medida que a micromobilidade se expande, seus benefícios se mostram cada vez mais evidentes. Dessa forma, torna-se quase irresistível a ideia de se juntar a revolução que caminha em direção a um futuro mais limpo, econômico e sustentável. 

Problemáticas da micromobilidade

Apesar dos benefícios, uma das preocupações associadas à micromobilidade é a segurança, especialmente em ambientes urbanos congestionados. O aumento no uso de bicicletas, patinetes elétricos e outros modos de transporte compactos pode resultar em conflitos no tráfego e aumentar o risco de acidentes, especialmente quando os usuários compartilham espaço com veículos motorizados.

Além disso, a falta de regulamentação e infraestrutura adequada pode contribuir para comportamentos perigosos por parte dos usuários desses meios de transporte, como o estacionamento inadequado de bicicletas e patinetes, obstruindo calçadas e áreas públicas. Isso não apenas gera inconvenientes para pedestres, mas também pode criar obstáculos para pessoas com mobilidade reduzida.

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