Fórmula 1: a promessa de um retorno a toda velocidade

In Esportes, Geral

Mudança no regulamento garante mais competitividade e ação nessa nova temporada.

Ana Beatriz Toyota

O primeiro Grande Prêmio da Fórmula 1 deste ano ocorrerá no Circuito Internacional do Bahrein, neste domingo (20) no Oriente Médio. Este início é acompanhado de muitas expectativas, logo após uma disputa, apontada pelo público, com muita rivalidade e emoção. Neste ano, os holofotes marcam a equipe da Mercedes, depois de uma derrota repentina no Mundial de Pilotos no último ano (2021).  

É difícil imaginar uma temporada mais competitiva que a última, no entanto é isso que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) promete para esse ano. A mudança da aerodinâmica dos carros e do próprio regulamento aponta para um ano de disputa acirrada entre as equipes do esporte.  

Novos carros da F1 

A mudança dos carros chamou a atenção do público, pelo retorno de um modelo antigo. Com a espera de melhores ultrapassagens a FIA surgiu com uma ideia “retrô”. Isso porque o “efeito-solo”, assim chamado, já era usado pela Fórmula 1 entre os anos de 1970 a 1980, e só foi retirado pela grande quantidade de acidentes. 

A solução é baseada em uma espécie de “funil, fazendo com que o fluxo de ar interfira menos na velocidade e estabilidade do carro, garantindo mais velocidade e facilidade para realizar passagens”, de acordo Ross Brawn, diretor técnico da F1. 

“Há uma grande emoção à frente desta nova era e, embora 2021 tenha sido uma grande batalha, ainda temos carros lutando para seguir uns aos outros durante a corrida. O regulamento de 2022 abordará este problema e criará oportunidades para batalhas mais próximas e mais corridas roda a roda”, finaliza Brawn.

Como dito anteriormente, esse modelo de carro foi banido pela alta taxa de acidentes. No entanto, nessa nova temporada é mostrado um cuidado a mais com a segurança dos pilotos. O regulamento foi atualizado para manter a competição acirrada e saudável. 

Cenário Rússia x Ucrânia no esporte 

As tensões políticas no Oriente têm mostrado seus reflexos em diversas áreas da sociedade, inclusive no esporte. Depois dos ataques da Rússia contra a Ucrânia, a Fórmula 1 optou pelo cancelamento do GP de Sochi, presente no calendário desde 2014. Ainda não foi divulgado o substituto oficial da corrida, no entanto, muitos especulam um novo GP na Malásia. 

Não só competições, o ex-piloto Nikita Mazepin, que dirigia pela equipe Haas, foi excluído dos treinos e das coletivas de imprensa depois dos conflitos desencadeados pelo seu país natal. Além disso, os patrocínios russos foram removidos dos carros da Haas no último dia de testes no Circuito da Catalunha, em Barcelona.  

Em comunicado oficial a Fórmula 1 declarou “Estamos observando os acontecimentos na Ucrânia com tristeza e choque, e esperamos por uma resolução sadia e pacífica para a situação atual. Na quinta-feira de tarde a Fórmula 1, a FIA e as equipes discutiram a posição do nosso esporte e a conclusão foi que, incluindo a visão de todas as partes interessadas, será impossível realizar o GP da Rússia nas atuais circunstâncias”. 

Mudança das equipes 

Muitas alterações aconteceram desde a última temporada da F1. Após a saída de Mazepin por questões políticas, muitas especulações foram criadas, principalmente sobre qual seria seu substituto. O brasileiro Pietro Fittipaldi foi um dos nomes comentados. No entanto, quem levou a vaga foi o dinamarquês Kevin Magnussen, até então piloto da McLaren na Fórmula Indy.  

Além disso, uma das trocas mais comentadas envolveu George Russell, que saiu da Williams para ser a nova dupla de Hamilton na Mercedes. A substituição de Russell pela sua antiga equipe marca o retorno de Alex Albon à Fórmula 1. O anglo-tailandês já correu pela Red Bull Race em 2019.  

Ainda sobre as mudanças, o antigo companheiro de Lewis, Valtteri Bottas também surpreendeu o público ao declarar sua mudança para a Alfa Romeo. A equipe também anunciou outro titular após a saída de Antonio Giovinazzi. O novo piloto será o primeiro chinês a estrear na Fórmula 1, Guanyu Zhou. 

Saiba onde assistir 

A TV Bandeirantes segue com a transmissão na temporada de 2022, tanto na TV aberta quanto na fechada. Mariana Becker continua como repórter neste ano, acompanhando de perto os pilotos pelo paddock. 

Os fãs do esporte também têm a chance de assinar o F1 TV Pro, o serviço de streaming oficial que chegou ao Brasil no ano passado. 

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