Inatividade física será a causa de doenças em 500 milhões de pessoas até 2030

In Geral, Saúde

Esse quadro de saúde pública provocará gasto de US$ 227 bilhões por ano. 

Gabrielle Ramos Venceslau 

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que cerca de 500 milhões de pessoas irão desenvolver doenças atreladas à inatividade física entre os anos de 2020 e 2030. Dentre as comorbidades estão doenças cardíacas, obesidade e outras. 

Para chegar a essa conclusão, a organização analisou dados de 194 países, os quais apresentam progressos lentos na criação de políticas públicas que ajudam a reverter ou amenizar o quadro preocupante. Isso desencadeará custos que podem chegar a US$27 bilhões ao ano, em relação aos gastos com os problemas de saúde desenvolvidos.

Futuro que preocupa

Essa estimativa é preocupante e pode impactar as futuras gerações, de acordo com o nutricionista Eisenhower de Araujo. Ele explica que “melhorar o futuro depende das ações que a gente toma no presente”, em relação à necessidade da mudança de hábitos de vida, para um aumento na prática de atividade física quanto pela melhoria da alimentação das pessoas. 

Logo, prevenir é mais vantajoso na visão dele, que tem especialidade em nutrição esportiva. “Se fôssemos pessoas que nos cuidássemos, nós teríamos muito menos pessoas preenchendo vaga em nossos hospitais”, explica. Atualmente, um dos trabalhos de Eisenhower é incentivar a prática de atividade física, independente de qual, para somar aos hábitos alimentares corretos indicados por ele. 

Qual a importância da atividade física?

O especialista em treinamento desportivo e formado em Educação Física, Neto Baptista, explica que a atividade física diminui a pressão arterial. Assim, reduz as chances de doenças cardiovasculares, melhora a circulação sanguínea, promove o bem-estar físico e mental, controla a glicemia e as complicações da diabetes. As atividades físicas também reduzem o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e ajudar a controlar o peso, dentre outros.

A atividade física possibilita uma qualidade de vida melhor e mais ativa, explica Raphael Miguez, técnico em Nutrição e graduando em Educação Física. Por isso, “é preciso fazer com que as pessoas entendam que a prática de exercícios físicos vai muito além da estética. Afinal, o ponto principal sempre será a melhoria da saúde”, enfatiza.

Para praticar atividade física não precisa ser atleta 

A atividade física é movimentar o corpo de maneira que consuma energia, como andar, subir escadas, dançar ou trabalhar no jardim. Essa prática é capaz de promover inúmeros benefícios ao corpo humano e à saúde física da pessoa.  A OMS afirma que a prática de atividade física regular é fundamental para prevenir doenças, como infarto, AVC, pressão alta, diabetes tipo 2 e diferentes tipos de câncer, além de poder amenizar sintomas da depressão e ansiedade, dentre outros.

Henrique Gonzalez praticava calistenia seis vezes por semana, contudo, precisou diminuir a rotina de atividades físicas por causa dos estudos e trabalho. Ele explica que essa prática “é extremamente importante para o desenvolvimento das pessoas e para a manutenção da saúde”. Hoje, ele sente falta de praticar tanto quanto antes, pois a prática reduzia seu cansaço, insônia, stress e irritabilidade, além de melhorar a sua convivência com outras pessoas.  

Para os adultos, a organização recomenda que sejam feitas atividades físicas moderadas de 150 a 300 minutos. Porém, caso a atividade física seja intensa, são indicados de 75 a 150 minutos para pessoas que não possuem algum problema que as impeça de realizar nesta intensidade. 

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