Vacinas de prevenção a HPV têm pouca adesão no Brasil

In Geral, Saúde

A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada, diz Ministério da Saúde(MS).

Gustavo Montejano

Muitas doenças erradicadas voltam à tona depois do sucesso de vacinação e com o pensamento de tranquilidade, a população esquece de tomar as doses de vacinas para prevenção ao longo dos anos. HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano, um vírus com mais de 200 variações e algumas delas podendo causar cânceres

Em 2017, o Ministério da Saúde (MS) acrescentou no calendário de vacinação duas doses de HPV, sendo a segunda seis meses após a primeira e uma terceira dose para os grupos de pessoas com as seguintes descrições: “as mulheres entre 9 e 45 anos e homens entre 9 e 26 anos vivendo com HIV/aids, submetidos a transplantes de órgãos sólidos/medula óssea e pacientes oncológicos devem receber três doses, sendo a segunda dose administrada dois meses depois da primeira e a terceira seis meses após a primeira (0, 2 e 6 meses)”, comunica o MS.

HPV pode causar câncer 

A enfermeira Gabrieli Thais Lima Vicente explica qual a relação do vírus HPV com o câncer. “A relação do HPV com o câncer é devido ao contato com o vírus. Se o sistema imunológico não consegue combater, acaba ocorrendo o desenvolvimento de células anormais. Se não diagnostica rapidamente, essas células anormais podem estar se tornando uma lesão e um câncer”, comenta a enfermeira.

Ao menos 13 variações de HPV são considerados oncogênicos, como explica o MS, “dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero”.

Como é transmitido o HPV?

O contágio acontece por meio do contato direto com a pele ou mucosa infectada, principalmente por relações sexuais. Não foi comprovado que haja infecção por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas. Também pode haver infecção no momento do parto.

Calendário de vacinação

Em 2014, o MS implantou no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 13 anos, vacinas contra HPV gratuitas. E em 2017 foi introduzida, para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e meninos de 9 a 26 anos com HIV/Aids. Indivíduos submetidos a transplantes de órgãos sólidos/medula óssea e pacientes oncológicos também foram incluídos.

Em 2021, foi acrescentado para mulheres imunossuprimidas de 26 a 45 anos. Segundo o MS, a vacinação não está disponível no SUS para pessoas imunocompetentes acima de 14 anos.

Existem duas vacinas aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina quadrivalente, Gardasil, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18; e a vacina bivalente Cervarix, que confere proteção contra HPV 16 e 18. 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), apresenta orientações específicas para cada faixa etária. Nos calendários de vacinação é orientado quando ser vacinado e se a vacina está gratuita no SUS ou não, estando apenas disponível em clínicas e hospitais particulares. 

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