Automedicação cresce no Brasil e prejudica tratamentos profissionais

In Geral, Saúde

Fazer o uso indevido do medicamento pode gerar consequências ruins e prejudicar a recuperação, além de atrasar a descoberta da causa dos sintomas.

Nycole de Souza

Cerca de 90% das pessoas acima dos 16 anos praticam a automedicação, de acordo com uma pesquisa feita pelo Jornal Nacional. O mais comum é a utilização de medicamentos que combatem doenças mais simples, como dor de cabeça ou muscular, sintomas de gripe e mal estar.

Segundo a Pfizer, o ato de se automedicar se refere a prática de ingerir remédio sem a prescrição de um profissional da área. O uso incorreto do medicamento pode trazer complicações e atrapalhar a recuperação correta para o paciente. A farmacêutica Ana Claudia diz que já atendeu clientes que se medicaram por conta própria e não tiveram o resultado esperado. “Acabaram por ter uma reação alérgica, além de ter efeitos colaterais como dores de estômago e enjoos”, conta. 

A automedicação, por si só, pode prejudicar a saúde do paciente caso posteriormente precise fazer uso do medicamento para algum tratamento. “Quando a pessoa não faz o uso correto do medicamento pode causar uma resistência na bactéria e quando precisar utilizar o antibiótico para o tratamento pode acabar complicando mais ainda o paciente e esse ato é mais comum do que se imagina”, diz a Dra. Marcella Mareliza.   

A importância da procura médica

Já ouviu falar sobre autodiagnóstico? Essa prática está no costume de procurar sintomas na internet, se identificar com algo falado em alguma plataforma e acreditar que tem a mesma doença. Tudo isso é feito antes de procurar um diagnóstico profissional, para descobrir o medicamento necessário.

A prática de se autodiagnosticar é mais comum do que se imagina e no Brasil 40% das pessoas já realizaram isso em casa. Um risco é acreditar em informações de pessoas que não estão preparadas para dizer se o paciente está doente ou não. Opiniões na internet, influencers e outros conteúdos podem prejudicar o trabalho médico.

De acordo com a Dra. Marcella, a pressa para resolver o problema impede que as pessoas avaliem os riscos da automedicação. “É comum acontecer efeitos colaterais indesejados, até questões de alergia medicamentosa bem grave. Então, essas pessoas precisam pensar antes de comprar medicamentos sem receita”, enfatiza. 

Tatiely Oliveira é estudante e passa pelo problema de não poder ingerir qualquer remédio. “Quando eu tinha 7 para 8 anos surgiram algumas manchas no meu corpo e com o tempo foi evoluindo. Com ajuda dos médicos descobrimos que era por conta da medicação, como dipirona, anti-inflamatório e componentes como AAS (composição), que estavam causando a alergia”, relata. 

A estudante diz que atualmente faz uso do medicamento de alergia regularmente, mas sempre com a prescrição do médico e caso seja uma alergia muito forte ela recorre a adrenalina e vai imediatamente para o hospital.

A Dra. Marcella ainda recomenda que as pessoas nunca se automediquem sem a procura de um profissional. “As pessoas precisam procurar um médico antes de comprar um remédio. Medicação ao mesmo tempo que resolve alguns problemas pode acarretar outros até mais graves. Antes de se automedicar procure ajuda médica para ter mais segurança, porque até com a receita médica existem riscos”, finaliza.

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