El último tango: a despedida de Messi das copas

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Lionel Messi pretende se aposentar antes do mundial de 2026.

Cristina Levano

O argentino Lionel Andrés Messi, um dos melhores jogadores na história do futebol e craque da Seleção Argentina, disputará com 35 anos a sua quinta e última Copa do Mundo. Tudo indica que irá se aposentar antes da Copa de 2026 começar no México, Estados Unidos e Canadá.

Messi disse que conta os dias para a Copa do Mundo. Ele não está seguro se a Seleção Argentina está entre os grandes candidatos, mas acredita que a Argentina “é sempre candidata, pela história, pelo que significa, principalmente quando chegamos, mas não somos os favoritos “Acho que há outras equipes que estão acima de nós hoje, mas estamos muito perto lá,” declarou em um entrevista para o Star+.

Ainda assim, deixa bem claro que tudo pode acontecer, já que estão com um grupo bem armado e muito forte. “Todos os jogos são muito difíceis, por isso a Copa do Mundo é tão difícil e especial, porque nem sempre os favoritos são os que acabam vencendo ou acabam fazendo o caminho que se esperava”, mencionou.

Ao falar sobre o craque do PSG, o treinador da Seleção, Lionel Scaloni, afirmou que Messi está jogando melhor, o que aumenta as chances de vitória. “Ele é muito inteligente, mas antes era incrível, passava (a bola) para qualquer um e fazia o que queria com ela. Agora ele entende muito mais o jogo”, disse Scaloni à Conmebol.

Além sentiram a falta do Léo no grupo. “Messi foi ganhando um papel dentro das equipes e cada vez mais destaque, mas não só porque ele é o melhor, mas também pelo que ele contribui em um grupo”, admitiu Scaloni.

O nascimento do “Ankara”

Lionel Andrés Messi, também conhecido como “La Pulga” ou “Ankara”, nasceu em 24 de junho de 1987 em Rosário, Argentina, onde cresceu com três irmãos em um bairro obreiro chamado General Las Heras. Seus primeiros toques da bola foram aos 5 anos, quando começou a jogar no Grandoli, um pequeno clube de bairro com o qual sua família estava muito envolvida. Aos 7 anos, Messi começou a jogar nas categorias de base do Newell’s Old Boys, importante clube profissional de Rosário.

Mas, faltando só uns passos para chegar no clube River Plate, Leo era visivelmente mais baixo do que a maioria das crianças de sua idade, sendo diagnosticado com deficiência de hormônio do crescimento. Devido a isso, o pai do Ankara, Jorge Horacio Messi, foi sem sucesso a em busca de diferentes clubes de futebol da Argentina que pudessem financiar o tratamento caro, o que quase comprometeu a carreira promissora que o futebolista vislumbrava.

Ao não ter outra opção, a família se mudou para Espanha onde o pai tinha uma proposta de trabalho do Barcelona como “olheiro”. E foi assim que aos seus 14 anos, em setembro de 2000, Léo deu sua primeira prova para o Barça. O treinador, Carles Rexach, ficou impressionado e nesse momento, num guardanapo, assinou um contrato com o pai de Leo para incorporá-lo imediatamente ao clube, e se comprometeu a cuidar de suas despesas médicas como aposta no talento de “La Pulga”.

O tratamento usado deu resultado: em 30 meses ele cresceu 29 centímetros. Quase um centímetro por mês em dois anos e meio. Hoje, ele mede 1,70 metro e a previsão era de uma altura não superior a um metro e meio.

A era da “Pulga”

Entre 2001 e o primeiro semestre de 2003, jogou nas categorias de base, sem aspirações à Primeira Divisão. Já no início da temporada 2003-2004 foi diferente, pois passou do Juvenil B ao Juvenil A. Tempo depois, estreou com o Barcelona C da Terceira Divisão da Espanha, logo com a equipe B e finalmente no time superior.

Aos 17 anos, Lionel se tornou o jogador mais jovem a marcar um gol em uma competição oficial do Barça, ​​e assim, o primeiro gol de sua carreira foi uma conquista histórica. Em 2005, começou a verdadeira era do Ankara, com a campanha liderada pelo holandês Frank Rijkaard, com a qual conseguiu vencer a Supertaça de Espanha, a Liga Espanhola e a UEFA Champions League.

Após cada partida, o craque canhoto argentino provou ser suficientemente hábil para jogar em qualquer lugar ao longo da linha de ataque e espantar os zagueiros com uma mistura de destreza e velocidade.

Por mais que jogasse na Espanha, o coração de Messi se encontrava Argentina, por isso escolheu representar seu país natal, em vez da Espanha, apesar de sua dupla nacionalidade.  Assim, Leo fez sua estreia pela Seleção Argentina principal em 2004 e é o capitão da equipe desde 2011. Seus títulos incluem a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA em 2005 e a medalha de ouro olímpica em 2008. E em junho de 2016, se tornou o maior artilheiro da Seleção Argentina de todos os tempos, superando a marca anterior de 54 gols de Gabriel Batistuta.

Prêmios e um sonho a se cumprir

Ao longo da sua carreira, o craque já acumulou aproximadamente 40 prêmios. De suas principais conquistas e troféus, tanto coletivos quanto individuais, se destacam 5 prêmios Chuteira de Ouro (melhor jogador do mundo) e 7 prêmios Bola de Ouro. Nos coletivos, a vitória  em 10 Ligas Espanholas, 4 UEFA Champions League, 3 Supertaças Europeias, 8 Supertaças de Espanha e 3 Mundiais de Clubes. 

Por enquanto, ele ainda não cumpriu um dos seus maiores sonhos, que é voltar para casa com a Copa do Mundo, o que lhe dá um pouco de ansiedade e nervosismo para a Copa do Catar. 

“A ansiedade de querer que seja agora, e os nervos de dizer “já estamos aqui, o que vai acontecer, é o último, como será?”, comentou na entrevista da Star. 

Sem dúvida, a saída do Messi marcará o fim de uma “Era” na história do futebol, e tanto a seleção como os torcedores argentinos esperam que nesta última Copa do  jogador o sonho de vencer um mundial seja uma realidade.

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