Gravidez tardia: riscos, cuidados e tratamentos

In Geral, Saúde

Nos últimos 10 anos, o número de mulheres engravidando na faixa etária de 35 a 39 anos cresceu em 63%, de acordo com o IBGE.

Hellen de Freitas

Após o anúncio de gravidez da atriz Claudia Raia, os internautas começaram a questionar os riscos de uma gestação aos 55 anos de idade, no caso da artista que também é mãe de outros dois filhos, Enzo e Sophia, de 25 e 19 anos, respectivamente. 

O tipo de gestação que a Claudia está passando, se denomina gestação, gravidez ou maternidade tardia, que o corre após a idade considerada a melhor pelos médicos, ou seja depois dos 30 anos. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, houve um crescimento de 63% de mulheres engravidando na faixa de 35 a 39 anos, nos últimos 10 anos. Em outra pesquisa, também do IBGE, realizada no início de 2022, diz que os nascimentos em que as mães teriam menos que 30 anos de idade caiu para 62,1%. 

Ainda que a gestação em mulheres da meia idade não seja o indicado, é possível ocorrer de uma maneira segura sabendo lidar com os riscos desse período tão delicado.

Cuidados na gravidez

Apesar das dificuldades a gravidez tardia pode trazer, alguns cuidados ajudam a deixar esse período mais tranquilo. Patricia Bretz, médica ginecologista especialista em ginecologia oncológica e reprodução humana, enfatiza pontos em que se deve ter uma atenção maior no processo. “Precisa ter um acompanhamento pré-natal de alto risco, controle no ganho de peso e uma alimentação mais criteriosa. Também é necessário o gerenciamento dos níveis pressóricos, além da realização de exames mais detalhados para rastreamento de malformação fetal como o NIPT ampliado, ecocardiograma fetal e se necessário biópsia do embrião’’, explica.

Ademais, a doutora salienta a importância do acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo. Mediante a ausência de comorbidades, manter assim uma vida ativa e a resiliência emocional quanto a insegurança do parto e pós-parto para as mulheres maduras. 

Ana Carla Gramacho, enfermeira de 51 anos, teve uma gestação tardia aos 44 anos de idade. Ela comenta que, todo o seu processo de gravidez foi tranquilo e sem nenhum tipo de risco por conta do seu estilo de vida. ‘’A minha gestação foi saudável devido a prática de exercícios, não ser sedentária e ter uma qualidade de vida boa’’, acredita. Contudo, a enfermeira sabe dos riscos de uma gravidez tardia e o que ela pode acarretar para a mãe e o bebê se não for procedida de maneira correta.

Perigos da gestação tardia

Mesmo tendo todo tipo de cuidado na gravidez tardia, as mães e os fetos ainda não estão isentos dos riscos que a situação possui. Afinal, nesta idade o corpo da mulher já se encontra no processo de menopausa, em que existe um déficit hormonal que culmina em parada da ovulação e alterações articulares que podem dificultar a evolução saudável da gestação.

Algumas ameaças são, a pré-eclâmpsia, um problema no desenvolvimento e fixação dos vasos sanguíneos da placenta, ocasionando sintomas como pressão alta, presença de proteínas na urina e inchaço do corpo. A prematuridade do bebê, diabetes, baixo peso, abortamento, parto cirúrgico, atonia uterina que gera perda de capacidade de contração do útero aumentando as chances de uma hemorragia pós-parto, também fazem parte do processo.

Tratamentos

Ainda que a maternidade para mulheres na menopausa pareça ser menos provável, existem possibilidades de procedimentos que auxiliam e permitem uma gravidez mais moderada, como a ovodoação, quando se é utilizado o óvulo de uma doadora compatível com a fertilização do sêmen do parceiro.  

Outra alternativa é o congelamento prévio dos óvulos, np qual mulheres escolhem congelar para retardar a gravidez e não excluir a possibilidade de ter um filho no futuro. O congelamento é possível em qualquer idade, mas o indicado é que seja realizado até os 35 anos, pois os óvulos tendem a enfraquecer ao longo do tempo.

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