Intercâmbio traz benefícios após os 50 anos

In Cultura, Geral

A terceira idade opta por fazer viagens para aprender outras culturas.

Gabrielle Assis

O intercâmbio é uma mistura de sentimentos e emoções, como felicidade, aprendizagem e descobertas. Viajar para outro lugar é sinônimo de fazer novos amigos, conhecer outras culturas, criar laços e também sair da zona de conforto. São por esses e outros motivos que as pessoas com mais de 50 anos estão optando por fazer viagens mais prolongadas. 

O intercâmbio para esse grupo atrai vários tipos de pessoas, como as que querem aprender outro idioma, profissionais que querem intensificar o currículo e alavancar a carreira, e pessoas que não conseguiram aproveitar a juventude para passear.

Experiências marcantes para toda vida 

Quem não gosta de se aventurar através das viagens? Essa é a realidade da carioca Hilda Cruz, de 65 anos. Atualmente ela mora no Brasil, mas já morou na Flórida, em Orlando. Ela conta que a primeira viagem dela foi para os Estados Unidos e teve a duração de um ano, quando foi acompanhar o filho mais novo, pois ele estava participando de um intercâmbio da escola. 

Ela disse que notou várias diferenças do país que viajou para com o Brasil. ‘’É uma diferença extremamente grande, as pessoas são educadas, são pessoas que respeitam as leis, as regras. E lá as pessoas se preocupam mais umas com as outras”, explica. 

Outro ponto interessante que a carioca trouxe foi na questão da educação, pois quando há alguma tentativa de rapto de alunos, todos os celulares recebem uma notificação que possui até o endereço do lugar onde houve a tentativa de sequestro. 

Mas por outro lado, quem vai para fora sempre leva uma parte de quem fica. A Hilda conta que voltou por causa da pandemia e também da saudade. “Os meus familiares que eu deixei aqui no Brasil, eu senti muita falta, muita saudade. Tanto é que eu voltei por esse motivo. Por causa da pandemia, eu não conseguia aceitar, saber que algum dos meus familiares, sofreu ou estava muito mal no hospital e eu estava distante’’, conta. 

O intercâmbio é um momento único na vida das pessoas pois possibilita também diversos aprendizados e oportunidades para alavancar a carreira do intercambista. É o que conta o paulista Roberto Campos, de 79 anos. Ele viajou foi com o intuito de aprimorar o inglês. “Foi positiva a experiência porque mesmo em um curto espaço de tempo me abriu portas e possibilitou um inglês suficiente para me comunicar”, pontua. 

Apesar dos diversos aprendizados, viajar para outro lugar significa abnegação, pois a pessoa que viaja precisa adaptar-se a uma nova cultura, clima e também ao idioma, e às vezes é uma tarefa desafiadora.

O paulista conta que o que mais o marcou nos Estados Unidos, foi a dificuldade de lidar com a temperatura, visto que o clima predominante lá são as baixas temperaturas e em alguns estados chega a nevar. ’’A realidade é de um inverno bem mais intenso do que estava acostumado e num desses dias saindo de casa acabei perdendo a sensibilidade facial”, complementa. 

Benefícios de fazer intercâmbio após os 50 anos

Algum tempo atrás, a terceira idade era vista como um momento de calmaria e poucas emoções. Porém, houve isso está mudando, pois hoje pessoas mais maduras são marcadas pelo autoconhecimento, novas descobertas e aventuras. 

Segundo Karin Procópio, agente de viagens da Agência Daleturismo, atualmente o público mais idoso opta cada vez mais por fazer viagens em grupo. ‘’Na agência em que eu trabalho eu diria que a terceira idade em média é de 40% dos clientes’’, comenta.

Fazer viagens na terceira idade traz vários benefícios, além de auxiliar no físico também ajuda no mental, explica a psicóloga Fernanda Linhares. ‘’Viajar faz bem a qualquer idade, conhecer lugares, fazer memórias afetivas positivas é uma forma de prazer o que libera substância para o bem-estar’’, comenta.

Segundo a psicóloga, os transtornos mentais que mais acometem os idosos são demências, depressão, ansiedade e pânico. Ela explica que viajar com certeza é um grande aliado para o tratamento dessas doenças. “Na verdade, a viagem seria uma intervenção para manutenção da saúde mental, como ferramenta para evitar o declínio mental e surgimento de doenças nesta linha’’, finaliza.

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